
A Comissão de Medicina e Saúde da Federação Gaúcha de Futebol - FGF oficializou sua participação na mobilização nacional Março Azul. Em parceria com entidades como a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), a iniciativa busca ampliar a detecção precoce do câncer de intestino, uma doença que muitas vezes age de forma silenciosa em sua fase inicial. O projeto conta com a coordenação do Prof. Paulo C. Petry, Doutor em Epidemiologia, e a consultoria de Rafael Dienstmann DutraVila, Médico e Cirurgião Coloproctologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e Presidente da Associação Gaúcha de Coloproctologia.
UM ALERTA PARA O ESTADO
O câncer de intestino, ou colorretal, é o segundo mais comum no Brasil (excluindo o câncer de pele não melanoma), registrando cerca de 20 mil mortes anuais. No Rio Grande do Sul, os números também são alarmantes, com uma estimativa de aproximadamente 3.120 novos casos por ano, o que coloca a doença entre os tumores mais frequentes no estado e na região Sul. Apesar da alta incidência, o diagnóstico precoce salva vidas, pois as taxas de cura podem chegar a 90% quando a enfermidade é identificada em sua fase inicial.
Por ser frequentemente silencioso no princípio, o câncer de intestino exige atenção redobrada a sintomas que podem surgir com a evolução do quadro, como a presença de sangue nas fezes ou alterações persistentes no hábito intestinal, a exemplo de diarreia ou constipação. Outros sinais de alerta destacados pelo informativo incluem dores abdominais frequentes, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente, além de quadros de anemia ou fraqueza. Atualmente, o rastreamento é recomendado para homens e mulheres entre 45 e 70 anos de idade, seguindo critérios de sociedades internacionais devido ao aumento de casos em adultos mais jovens.
A PREVENÇÃO COMO REGRA
Como método preventivo fundamental, a colonoscopia é considerada o exame mais eficaz para o diagnóstico precoce. Durante o procedimento, é possível identificar e remover pólipos intestinais, que são lesões precursoras e a principal causa prevenível do câncer colorretal. Dessa forma, o exame possui um caráter tanto diagnóstico quanto preventivo, podendo evitar o desenvolvimento da doença antes que ela se torne maligna. A campanha reforça a importância de que pessoas a partir dos 45 anos conversem com seus médicos sobre o rastreamento, quebrando o silêncio em prol da preservação da vida.
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